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Como funciona uma tiragem de tarô ?

Atualizado: há 5 dias

Imagine que você está diante de uma decisão difícil: continuar em um relacionamento desgastado, aceitar ou não uma proposta de trabalho, abrir um novo negócio, mudar de cidade ou ficar onde está. Você já conversou com pessoas de confiança, avaliou riscos e possibilidades, mas ainda restam dúvidas. É nesse ponto que uma tiragem de tarô pode ser útil.


Jogar tarô não é participar de um ritual espiritual. É utilizar o tarô como ferramenta para organizar o pensamento, desenvolver clareza e apoiar a tomada de decisão. As cartas funcionam como um sistema de linguagem que representa padrões de comportamento e emoção, dinâmicas de relacionamento, acontecimentos e ciclos da vida. Elas transformam o que é abstrato em figuras concretas, que podem ser interpretadas e articuladas.


Ao abrir um jogo, você visualiza sua situação em um conjunto de cartas estruturado e, a partir da tradução da taróloga, entende melhor o contexto. Este conteúdo foi pensado para explicar, de maneira simples, como funciona uma tiragem de tarô na prática. A ideia é que, ao final da leitura, você entenda a técnica por trás da tiragem e consiga avaliar quando e como o tarô pode ser mais útil.


A seguir, confira os temas que vamos abordar. Assim, você pode ler o conteúdo na íntegra ou ir direto ao ponto que mais interessa:


  • Como funciona uma tiragem de tarô?

  • O tarô funciona mesmo?

  • O tarô como linguagem simbólica

  • O tarô prevê o futuro?

  • O tarô é confiável?

  • Quando confiar ou não no tarô?

  • O que é jogar tarô com técnica?

  • Por que a técnica importa na tiragem de tarô?

  • O papel da intuição na tiragem de tarô

  • Da clareza a busca por sentido: por que fazer uma tiragem de tarô?

  • Sem generalização: como o contexto torna a tiragem específica?

  • 3 exemplos práticos de uso do tarô em decisões

  • Como é uma tiragem de tarô comigo?

  • Quer agendar sua tiragem de tarô?

A seguir, começamos pelo essencial: afinal, como funciona uma tiragem de tarô?

Como funciona o tarô?


Quando alguém pergunta se o tarô “funciona”, geralmente quer saber se ele é capaz de prever o futuro. Antes de responder essa questão, é importante você entender o que é, de fato, o tarô. Na sua essência, o tarô funciona como uma linguagem que estrutura perfis de comportamento e emoção, dinâmicas de relacionamento, acontecimentos e fases da vida. Mais do que apontar tendências futuras, ele traduz em imagens um cenário que já existe, mas pode não estar totalmente claro. Veja o exemplo abaixo.


Vista superior de treze cartas de Tarô Rider-Waite dispostas em um formato circular sobre um tecido azul. No centro, destaca-se a carta O Louco, cercada por outros Arcanos Maiores como O Eremita, o Papa, a Sacerdotisa, o Sol, O Imperador, a Justiça, a Força, a Torre, o Mundo, a Lua, a Imperatriz, e o Carro nas extremidades.
Exemplo de tiragem de tarô.

Na prática, isso significa que o tarô pode ser usado tanto para autoconhecimento quanto para esclarecimento de uma situação ou mapeamento de tendências. Em uma mesma tiragem, é possível olhar para questões internas (como você pensa, reage, se expressa) e para acontecimentos externos (o momento em que está, o movimento de outras pessoas, as dinâmicas que se formam). A função do jogo é "montar" o contexto de forma ampla, visual e compreensível para que você perceba o que está em jogo e possa tomar decisões mais conscientes.


Tarô funciona mesmo? Responder se uma tiragem de tarô funciona não é algo simples e direto. O essencial é entender que sua utilidade depende mais da expectativa colocada sobre o tarô. Se você espera ter uma revelação garantida do futuro, é importante saber que a chance de frustração e de tomar decisões equivocadas é alta.


Uma tiragem de tarô não tem a intenção de dar certezas nem gerar sensação de controle sobre a vida. O foco é facilitar reflexões importantes sobre o seu momento ou sobre uma situação para que você faça escolhas com mais critério. A vida acontece aqui e agora, e apostar em definições sobre o que vai acontecer tende a ser uma forma passiva e, consequentemente, menos útil de usar o tarô.


O tarô como linguagem simbólica

Quando falamos do tarô como linguagem simbólica, não estamos falando de metáforas aleatórias. Assim como um idioma organiza sons em palavras e frases, o tarô estrutura a experiência humana em figuras que podem ser lidas e compreendidas. Cada carta condensa aspectos comuns a todos nós: o receio do novo, o desejo de controle, o medo da perda, os conflitos relacionais, as responsabilidades da vida adulta. Esse processo facilita a visualização e uma reflexão profunda sobre o que se está vivendo, como se está agindo e o que se está sentindo. Não existe manual sobre a melhor forma de viver, mas existem ferramentas que podem nos orientar pelo caminho. O tarô é uma delas.


Ao longo da história, diferentes gerações e tradições observaram convergências entre os seres humanos e o próprio funcionamento da vida, traduzindo essas fases e padrões em figuras. Por isso, o jogo ressoa com você: no fundo, as cartas representam peças da sua experiência de vida, que ao serem conectadas, formam um retrato mais completo do cenário.


Na prática da leitura, a taróloga, que domina a linguagem de símbolos, utiliza técnicas para compreender o jogo e conectá-lo à sua realidade. Para isso, considera:


  • O significado do arcano isolado.

  • O plano que ele representa (mental, emocional, comportamental ou espiritual/filosófico).

  • A posição em que o arcano ocupa na tiragem (barreira, oportunidade, influência, etc.).

  • A temporalidade daquela posição (passado, presente ou futuro).

  • A relação com as outras cartas do jogo.

Uma carta isolada comunica um significado, mas é a relação entre elas que forma um contexto único. Quando o tarô “funciona”, é justamente porque essa linguagem simbólica conseguiu traduzir o que estava disperso em uma narrativa clara o suficiente para elucidar e dar critérios à sua decisão.

O tarô prevê o futuro?


A previsão do futuro é um dos temas mais associados ao tarô. Por não ser uma prática ortodoxa, ele se torna um prato cheio para distorções. O tarô existe há muitos séculos, e seu uso é moldado pela cultura de cada época. Em outras palavras, são as pessoas que definem o modo de perceber e utilizar a mesma ferramenta. Hoje, nossa relação com o futuro mudou, e, consequentemente, a forma como interagimos com o tarô também.


Mulher de cabelos pretos e franja curta sentada atrás de uma mesa redonda, tocando as têmporas com os dedos indicadores em um gesto de concentração ou leitura mental. Sobre a mesa, há uma caixa metálica azul de tarô decorada com uma mão e um olho no centro dela. Ao fundo, um sofá roxo com almofadas cinzas contra uma parede azul clara.

O tarô não prevê o futuro literalmente, como um destino imutável ao qual você está condenada. O que ele faz é tornar visíveis as possíveis consequências, favoráveis ou não, do que está sendo construído agora. As atitudes e escolhas de hoje desenham parte do amanhã. Quando falta clareza sobre a dinâmica atual e os desfechos prováveis, uma tiragem ajuda justamente a enxergar essas linhas de continuidade.


Mesmo quando as tendências são analisadas no jogo, tudo pode mudar. Não há como garantir que cada acontecimento se efetive exatamente como foi indicado na tiragem. Pessoas mudam de ideia, contextos se alteram, e a vida não segue um roteiro. Por isso, mesmo ao explorar o futuro, mais do que "sim ou não", faz diferença investigar também qual postura pode ser adotada para favorecer o resultado desejado.


Em uma tiragem de tarô, é válido abordar as tendências futuras desde que você entenda os limites. O objetivo não é prometer “isso vai acontecer”, mas oferecer uma visão ampla de como presente e futuro se conectam. Pode ser mais útil entender “o que está se desenhando” e como você é possível se posicionar diante disso.


Tarô é confiável?


Quando alguém pergunta se o tarô é confiável, na prática está questionando: “até que ponto eu posso levar a sério o que uma tiragem aponta?”. A resposta não está no tarô em si, mas na forma como ele é usado. Como já vimos, o tarô é um sistema de linguagem. O que varia é o modo como cada pessoa entende e manuseia a ferramenta.


Uma tiragem de tarô pode ser tão confiável quanto o método, a ética e o nível de preparo de quem conduz o jogo. Sem clareza de objetivo, da técnica para estruturar a leitura e de responsabilidade na interpretação, o mesmo baralho pode gerar mensagens vagas ou fatalistas, projeções pessoais e orientações confusas. Com método, o jogo se torna um momento de reflexão: você entende o que envolve o contexto para organizar seu raciocínio.


Quando a confiança está na mesa, não se trata de “acertar tudo”, mas de consistência: a leitura se conecta com o seu momento e com as dinâmicas à sua volta? Ela ajuda a ter clareza, em vez de te deixar confusa, com receio e ansiosa? Você desenvolveu perspectivas úteis da situação que está vivendo? É a partir de perguntas como essas que se pode concluir se o tarô está sendo usado de modo confiável ou não.

Quando confiar ou não no tarô?


A confiança em uma tiragem de tarô não deve ser inquestionável e automática. Ela se constrói a partir de critérios, que você consegue observar antes, durante e depois da consulta. Preste atenção em quem é a taróloga, qual é sua abordagem, quais são seus limites, como ela conduz as tiragens e outros pontos relevantes. Também reflita sobre o que o jogo mobilizou em você, como a conversa foi manejada, que tipo de relação a taróloga propôs com o seu processo de decisão. São perguntas necessárias para não cair em ciladas.


Ao avaliar o trabalho de uma taróloga e se o tarô servirá como um apoio confiável, a leitura deve:


  • Ter um objetivo claro (o que se deseja entende por meio do jogo).

  • Ancorar-se exclusivamente em fatores, dúvidas e anseios trazidos por você, sem entrar em assuntos paralelos que podem te causar receio e ansiedade.

  • Descrever dinâmicas e elementos que você reconhece, mesmo que não sejam agradáveis de ouvir.

  • Apresentar limites claros, deixando nítido até que ponto o tarô consegue adentrar no determinado contexto. A prática nunca deve diagnosticar doenças, receitar tratamentos ou fazer qualquer recomendação médica ou financeira.

  • Estimular sua autonomia e respeitar sua liberdade decisória, sem coagir, ameaçar ou impor.

  • Oferecer abertura para você questionar pontos da leitura e se expressar abertamente sobre o jogo.

  • Recomendar espaçamento saudável entre jogos, evitando a dependência emocional do tarô.


Por outro lado, é recomendável desconfiar quando a leitura:


  • É excessivamente genérica, podendo servir para qualquer pessoa e não se ajustar à sua situação.

  • Apoia-se em falas deterministas ou fatalistas (“isso vai acontecer”, “você nunca vai…”, “você precisa fazer…”, "você está destinada a...").

  • Ignora o contexto que você trouxe, forçando interpretações que não encaixam na sua experiência.

  • Incentiva dependência, medo ou culpa como forma de manter você vinculada à taróloga e dependente do tarô para tomar qualquer decisão simples.

  • Dá garantia de cura, de sucesso ou de fracasso.

  • Realiza diagnóticos e tratamentos médicos ou psicológicos, adentrando em campos que exigem conhecimento especializado.

Uma tiragem confiável não é aquela que “adivinha” tudo, mas a que oferece um espelho coerente da sua realidade, ajuda a organizar o pensamento e respeita a sua autonomia.


O que significa jogar tarô com técnica?


Jogar tarô com técnica é respeitar o baralho como um sistema estruturado, que segue um método, não como imagens que inspiram interpretações subjetivas. A técnica existe justamente para que a tiragem de tarô possa ser aplicada a diversas pessoas, sem depender da visão particular de quem conduz a leitura. Sem método, a consulta pode ficar vulnerável a opiniões pessoais e não se sustentar.


Uma tiragem técnica envolve pelo menos quatro etapas:


1. Clareza de objetivo e formulação de perguntas:

Quando as pessoas chegam até a taróloga, normalmente não trazem perguntas prontas, mas uma situação desafiadora, uma dúvida, um incômodo ou um anseio. É papel da profissional traduzir esse contexto em perguntas objetivas, tornando o trabalho mais específico e útil. Quanto mais claras as perguntas, mais válidas tendem a ser as leituras.


2. Identificação do tipo de jogo:

Depois de formular as perguntas, a taróloga identifica qual tipo de tiragem (Cruz Celta, Mandala, Ferradura, Peladan, entre outros) é mais adequado. Cada formato de jogo tem uma lógica própria: a geometria (reta, círculo, triângulo, quadrado), o número de casas, a função de cada posição. Nada é aleatório. A escolha correta do jogo é o que permite uma leitura coerente e útil ao que se deseja saber.


3. Estruturação do jogo na mesa:

Jogo escolhido, é hora de jogar. O baralho é embaralhado de forma randômica e cada carta é distribuída respeitando a ordem do jogo. Esse ordenamento é indispensável porque organiza o raciocínio: barreira, oportunidade, influência, recurso disponível, desfecho provável, comportamento, sentimento, postura, etc.


4. Interpretação das cartas em contexto:

Com as cartas na mesa, começa a interpretação. Antes de tirar conclusões, a taróloga analisa em conjunto:


  • A posição que a carta ocupa: ela está em um lugar que aponta barreira, oportunidade, influência, desfecho provável, comportamento, emoção ou expressão?


  • A temporalidade: se a posição refere-se ao passado, presente ou futuro?


  • O plano do arcano: a interpretação deve considerar o mental, emocional, comportamental, material ou espiritual/filosófico?


  • A relação com outras cartas: em muitos casos, interpretar uma carta isoladamente pode levar a distorções. Mesmo que cada arcano tenha significados fixos, o tom muda conforme ele interage com as demais cartas num contexto maior. É a leitura do conjunto que constrói o contexto único.


Três cartas de Tarô de Marselha dispostas horizontalmente sobre um fundo azul: O Eremita à esquerda (indicado como Obstáculo), A Temperança ao centro (indicada como Tema Central) e O Carro à direita (indicado como Solução). Acima das cartas, uma seta aponta para a direita com a palavra 'Linear'.
Exemplo de tiragem de tarô: jogo de três cartas.

Não se trata de decorar palavras-chave, mas de ter conhecimento e habilidade para interpretar símbolos e conectá-los à realidade de quem procura uma tiragem de tarô. Quando a leitura é feita com técnica, ela oferece um raciocínio encadeado: você acompanha a lógica do que está sendo dito, entende de onde cada interpretação veio e, principalmente, relaciona o jogo ao que está vivendo.


Por que a técnica importa na tiragem de tarô?


Para muitas pessoas, jogar tarô com técnica soa como algo “engessado”. Na prática, o valor da técnica está justamente no oposto disso. Adotar métodos consolidados é o que permite realizar jogos mais coerentes e aplicáveis à realidade. Toda prática que pretende atender diferentes pessoas precisa de algum grau de método para ser replicável.


Quando a leitura é feita sem método, a interpretação pode se tornar genérica, envieasada ou fatalista. Mesmo impressionando na hora, ese tipo de abordagem dificilmente se sustenta quando confrontada com a realidade.


De forma prática, a técnica importa por três motivos:


  1. Organiza informações: a taróloga sabe o que cada carta representa no contexto, já que cada posição tem seu viés, seu plano e sua temporalidade.

  2. Evita arbitrariedade: com a interpretação ancorada em método, a imparcialidade é assegurada.

  3. Especifica mensagens: a estrutura oferece parâmetros que tornam a tiragem única para cada pessoa e cada situação.


Na prática, a leitura técnica também cria um ambiente mais ético. Quando a taróloga explica por que escolheu determinado jogo, como lê cada posição e como chegou a uma conclusão, não é preciso “acreditar ou não” no que trouxe o tarô. Você acompanha um raciocínio, e até, contribuir com ele. Entenda que, quanto mais informações forem fornecidas, mais específica, direcionada e útil será sua leitura. Isso diminui a assimetria de poder, evita discursos autoritários e fortalece a autonomia.


O papel da intuição na tiragem de tarô


Na prática do tarô, a intuição opera como um mecanismo que pode ser compreendido sob diferentes perspectivas. Por um viés cognitivo, ela atua como um processamento de alta velocidade, no qual o cérebro realiza o reconhecimento instantâneo de padrões visuais e simbólicos. Já sob a ótica existencial de Viktor Frankl, a intuição é a capacidade da consciência de captar, mesmo em meio à turbulência, o sentido único e singular de uma situação. No tarô, as cartas servem como estímulos que ativam tanto esse repertório inconsciente quanto a percepção de significado que o momento exige.


Para que a leitura seja mais precisa, a intuição deve atuar em conjunto com o domínio técnico. Enquanto o estudo aprofundado constrói a bagagem necessária e estrutura a interpretação, a percepção sutil comunica aquilo que a lógica nem sempre alcança. É justamente a sinergia entre o conhecimento técnico e a intuição que torna a tiragem de tarô útil e relevante.


Quando a técnica está consolidada, o esforço analítico cede espaço às percepções, permitindo que elas colaborem com a interpretação. E quanto mais alinhadas e treinadas estiverem técnica e intuição, mais madura e capaz de oferecer orientações contextualizadas será a leitura.


Da clareza à busca por sentido: por que fazer uma tiragem de tarô?


A busca por uma tiragem de tarô vai além da mera curiosidade sobre o futuro. Ela reflete uma necessidade humana: a "vontade de sentido". Entender o sentido das coisas, além de ser um comportamento natural do cérebro, é também uma questão existencial. Perceba: sempre que alguém conta uma história e existe algo "estranho", você não tenta "encaixar as peças"? Notamos que a história está mal contada no ato. Ou, simplesmente, nos perguntamos "qual o sentido disso"?.


Em momentos de incerteza, transição ou crise, o tarô funciona não como um oráculo fatalista que dita um destino imutável, mas como uma ferramenta de clareza. A prática ajuda a perceber o sentido por trás das situações, mesmo quando são desafiadoras.


Viktor Frankl, psiquiatra e fundador da Logoterapia, defendia que a vida sempre nos faz perguntas e que o sentido não é necessariamente algo grandioso e único, e sim subjetivo e mutável. Cada situação exige de nós a percepção de sentido e uma reação consciente. Nesse contexto, o tarô se torna um recurso que reflete justamente as dinâmicas vivenciadas para que sejam observadas e analisadas. A tiragem facilita o "distanciamento" (o famoso "sair da ilha para ver a ilha") para que você, conduzida pela taróloga, note o sentido único e singular que cada contexto pede.

O objetivo de um jogo, portanto, não é revelar o destino ou impor escolhas, mas devolver sua lucidez e responsabilidade diante dos fatos. Ao estruturar o que está abstrato e confuso em imagens e clareza, o tarô alimenta seu discernimento para que melhores decisões sejam tomadas. Fazer uma tiragem é, no fundo, ter coragem para encarar a realidade, e a partir daí, adotar uma postura alinhada com o que você deseja e faz bem.


Sem generalização: como o contexto torna a tiragem específica?


Mesmo que as cartas de tarô possuam "significados fixos", uma leitura responsável passa longe de ser uma generalização. Cada arcano carrega um simbolismo amplo e multifacetado. O que transforma a abstração em um retrato singular e em orientações individuais é o contexto. O momento de vida, uma situação específica e a área que está sendo analisada funcionam como um filtro que direciona a interpretação.


O contexto ancora a tiragem. Uma mesma carta assumirá contornos completamente diferentes se a questão for sobre uma transição de carreira, um conflito familiar ou um processo de autoconhecimento. Com ele, a taróloga consegue extrair a nuance que o tarô está comunicando para aquela situação específica, descartando perspectivas que não se aplicam ao momento.


É essa interseção entre o símbolo universal e a realidade particular que fortalece a utilidade do tarô. O processo se potencializa quando existe confiança, abertura e troca, possibilitando orientações aplicáveis.


3 exemplos práticos de uso do tarô em decisões


Como vimos, o tarô é uma ferramenta que favorece clareza e consciência, especialmente em momentos de decisão. A prática traduz dinâmicas e dilemas complexos em imagens para serem observados, permitindo visualizar ângulos e notar detalhes que passam despercebidos. Para exemplificar, confira três situações em que jogar tarô poderia ser útil:


  1. Dúvida profissional: imagine que você recebeu uma proposta para liderar uma área em outra empresa. O seu emprego atual paga bem, mas o crescimento atingiu o teto e você não está satisfeita. Jogar tarô não vai mandar que você "vá" ou "fique", mas pode mapear os principais ganhos e obstáculos de aceitar ou recusar a proposta, se você está preparada para o novo desafio ou se precisa desenvolver alguma habilidade. É possível entender quais serão as dificuldades da transição, se serão superadas rapidamente, e como você pode agir para facilitar sua integração na equipe. Como pôde perceber, é possível analisar diversos fatores em um mesmo contexto.


  2. Impasse no relacionamento: suponha que você está em uma relação afetiva que parece ter caído na rotina. Há sentimento, mas existe também uma distância que dificulta o diálogo. A leitura pode ajudar mapeando o que bloqueia a intimidade, seja um conflito emocional, expectativas desalinhadas ou diferentes formas de expressão. Também é possível entender como facilitar a aproximação.

  3. Desgaste na sociedade: pense que um negócio construído em parceria há anos começa a apresentar atritos constantes. A comunicação travou e não há mais consenso na relação. A tiragem ajuda a identificar se o problema está na divergência de valores, nas expectativas diferentes sobre o futuro da empresa, no desalinhamento na forma de dialogar ou, até mesmo, numa disputa de ego. O mesmo jogo pode orientar qual postura adotar para desarmar a tensão.


Nenhuma das leituras de tarô decide por você ou impõe o que deve ser feito, mas pode favorecer um olhar mais maduro e prático, além de orientar.


Como é uma tiragem de tarô comigo?


Para proporcionar uma experiência alinhada com sua expectativa e que você saia da consulta com a clareza que busca, o processo é dividido em 4 etapas:


  1. Alinhamento inicial e agendamento: logo que você entra em contato, busco entender o panorama do seu contexto e o seu objetivo. Com base nisso, sugiro a opção de leitura mais adequada (Carta na Manga, Cartas na Mesa ou Jogo Aberto) para sua avaliação e escolha. Depois, para confirmar a realização do jogo, é feito o pagamento de 20% do valor, com o restante podendo ser acertado após a finalização da consulta ou o envio da gravação de áudio.


Obs: a leitura gravada em áudio está disponível apenas para a leitura Carta na Manga, opção mais objetiva. Para cenários mais elaborados, realizo somente chamadas ao vivo, pois a troca de informações em tempo real faz toda a diferença na qualidade da análise e no entendimento da leitura.


  1. Estruturação técnica: confirmada a leitura, defino qual jogo de tarô melhor atende sua questão (Peladan, Mandala, Templo de Afrodite, etc.). Se o seu caso for muito complexo, valido os pontos de análise com você previamente, garantindo que a leitura contemple exatamente o que você quer saber.


  1. Dinâmica da tiragem ao vivo: se for a sua primeira vez, reservo de 5 a 10 minutos iniciais para explicar o que é o tarô e como ele funciona. Em seguida, abro seu jogo em tempo real e o reproduzo em um layout digital, podendo assim compartilhar a tela e a imagem dele com você. Isso permite que você visualize e acompanhe de perto cada etapa da leitura. Durante a consulta, sinalizo espaços de tempo para dúvidas e comentários.


  1. Material de apoio: em até dois dias úteis após a finalização da consulta, você recebe um PDF contendo a imagem do jogo e um resumo objetivo dos principais pontos que conversamos. Assim, sempre que precisar relembrar as orientações, basta verificar o documento. É um material prático e útil que facilita checagem rápida.


Quer agendar sua tiragem de tarô?


Meu papel é decodificar a linguagem do tarô para a sua realidade, facilitando o entendimento do seu momento de vida ou de uma situação e te orientando. Conduzo a leitura com imparcialidade, transparência e cuidado, priorizando sua total clareza. Como lidamos com temas sensíveis, confiança é importante, por isso meu trabalho é inclusivo, ético e sem qualquer vínculo religioso.


Como a leitura funciona na prática:

  • Traga sua questão: pode ser uma dúvida, um problema ou uma situação que você quer entender melhor.

  • Escolha a opção de leitura e o formato de comunicação: você escolhe entre as opções abaixo e define se prefere gravação de áudio (disponível apenas para a opção "Carta na Manga") ou videochamada.

Leitura para explorar uma única situação.

Chamada ao vivo (20 min): R$ 97,00.

Gravação e imagem (envio no mesmo dia): R$ 57,00. 

Leitura para explorar duas situações distintas.

Chamada ao vivo (40 min): R$ 147,00.

Leitura para ter uma visão ampla e integrada de múltiplas áreas da vida.

Chamada ao vivo (60 min): R$ 177,00.

Após escolher a leitura e o formato, os passos são esses:

🎧 Se você escolheu gravação (disponível apenas para a opção "Carta na Manga"):

  • Você acerta 20% do valor total. O restante do pagamento poderá ser efetuado após o envio do jogo.

  • Você recebe a imagem do jogo e áudio da análise no mesmo dia.

  • Caso surja alguma dúvida decorrente do jogo, você pode solicitar um esclarecimento dentro de 5 dias a partir do envio da leitura.​

📹 Se você escolheu videochamada

  • Fazemos o agendamento do seu jogo (dia e hora marcados) e você acerta 20% do valor total. O restante do pagamento poderá ser efetuado após a finalização da consulta.

  • Em até dois dias úteis após a leitura, você recebe um PDF com o resumo dos principais pontos discutidos, a imagem do jogo e um vale-presente de 10% para presentear alguém (adquirido apenas na primeira leitura).

Como você sai do jogo? 

  • Mais consciente: você passa a perceber melhor a si mesma e a compreender o que está em jogo no seu momento de vida ou em uma situação específica.

  • Mais alinhada: você estabelece maior alinhamento entre o que pensa, sente e faz, aproximando intenção e decisão.

  • Mais direcionada: você desenvolve clareza e senso de direção para os próximos passos.

Sente que agora é sua hora de abrir o jogo?

Se não for o caso, explore à vontade os conteúdos do blog e Instagram.


Até :) Marina Jordão é taróloga, comunicadora, pós-graduada em marketing, gestora de conteúdo e idealizadora do Fundamentarô.

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